segunda-feira, 30 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Site Aprendaki destaca Grupo de Sexualidade
O grupo de Sexualidade de Rio Preto é destaque em Site de São José do Campos. Para ler a notícia basta clicar aqui.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Olhar nos olhos torna pessoa mais atraente
Pesquisa indica que uma pessoa pode se tornar mais atraente a outra se a olhar diretamente nos olhos. Nos testes realizados, os cientistas do Laboratório de Pesquisas Faciais da Universidade de Aberdeen, na Escócia, descobriram que um olhar direto e um sorriso podem tornar uma pessoa oito vezes mais desejável.
Os estudiosos apresentaram a centenas de voluntários vários conjuntos de imagens, com homens e mulheres parecendo felizes ou aborrecidos. Eles agruparam as imagens em pares em que a mesma pessoa aparecia olhando diretamente para a câmera ou olhando para outro lado.
"Descobrimos que as pessoas gostam de rostos com um olhar direto mais do que aqueles que desviam o olhar", afirmou Ben Jones, chefe da equipe de pesquisadores. "Ou seja, as pessoas gostam de ser vistas e acham isso atraente."
Evolução
Estudos anteriores sobre o que torna uma pessoa atraente se concentravam na análise de características físicas, como a preferência por rostos simétricos e por feições femininas ou masculinas.
"Parece ser algo narcisista. As pessoas são atraídas por quem se sente atraído por elas", explicou Jones. "É um efeito bastante básico do qual todos nós, em algum nível, estamos cientes: se você sorri e mantém contato visual, torna-se mais atraente.
"Segundo ele, os resultados fazem sentido do ponto de vista da evolução."Atrair um parceiro é um esforço muito grande, então você tende a concentrar esse esforço de uma maneira mais eficiente", disse.
Fonte: BBC
Os estudiosos apresentaram a centenas de voluntários vários conjuntos de imagens, com homens e mulheres parecendo felizes ou aborrecidos. Eles agruparam as imagens em pares em que a mesma pessoa aparecia olhando diretamente para a câmera ou olhando para outro lado.
"Descobrimos que as pessoas gostam de rostos com um olhar direto mais do que aqueles que desviam o olhar", afirmou Ben Jones, chefe da equipe de pesquisadores. "Ou seja, as pessoas gostam de ser vistas e acham isso atraente."
Evolução
Estudos anteriores sobre o que torna uma pessoa atraente se concentravam na análise de características físicas, como a preferência por rostos simétricos e por feições femininas ou masculinas.
"Parece ser algo narcisista. As pessoas são atraídas por quem se sente atraído por elas", explicou Jones. "É um efeito bastante básico do qual todos nós, em algum nível, estamos cientes: se você sorri e mantém contato visual, torna-se mais atraente.
"Segundo ele, os resultados fazem sentido do ponto de vista da evolução."Atrair um parceiro é um esforço muito grande, então você tende a concentrar esse esforço de uma maneira mais eficiente", disse.
Fonte: BBC
quarta-feira, 25 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Problema pouco conhecido torna até 6% das mulheres incapazes de fazer sexo
Entre 2% e 6% de todas as mulheres adultas são literalmente incapazes de consumar o ato sexual com seus parceiros. E as restrições que sofrem vão além disso: mal conseguem ser examinadas por um ginecologista ou mesmo tocar internamente sua genitália. A condição é conhecida como vaginismo -- uma contração involuntária dos músculos que impede totalmente qualquer forma de penetração.
Na tentativa de esclarecer as dificuldades ligadas ao problema, os psicólogos e psicoterapeutas sexuais Fátima Protti e Oswaldo M. Rodrigues Jr. estão lançando o livro "Vaginismo, quem cala nem sempre consente" (Editora 24x7). "Queremos atingir dois públicos: as mulheres, que muitas vezes nem sabem definir o problema, e os profissionais de saúde, muitos dos quais aparentemente não estão preparados para lidar com ele", declarou Rodrigues.
Segundo o psicólogo, que trabalha no Instituto Paulista de Sexualidade e é membro do conselho consultivo da Associação Mundial de Saúde Sexual, é comum que as pacientes visitem uma fieira de ginecologistas, sem encontrar tratamento adequado. "É o caso de uma paciente nossa, recém-casada. Ela e o marido se mantiveram virgens por motivos religiosos. Os ginecologistas se limitavam a aconselhar que ela passasse lubrificante, quando o problema não é lubrificação -- aliás, até o marido dizia que ela tinha excesso de lubrificação, na verdade", conta Rodrigues Jr.
Mitos derrubados
O problema tampouco tem a ver com falta de desejo sexual ou trauma relacionado a abusos, diz o psicólogo. "Apenas uma minoria muito pequena das mulheres com vaginismo sofreu abusos. E elas têm libido, conseguem atingir o orgasmo e gostam das brincadeiras sexuais que antecedem a penetração", afirma ele. O mais provável, diz ele, é que alguma situação inconsciente esteja impedindo o relaxamento normal dos músculos que permite o intercurso sexual. Há também uma minoria de casos ligados a causas físicas, como infecções genitais.
"É uma falta de controle sobre o próprio corpo", resume Rodrigues Jr. O problema é tão severo que nenhum objeto, nem mesmo um absorvente interno, é passível de ser introduzido em pacientes com vaginismo. Alguns casais podem conviver com a situação por anos, até o momento em que decidem ter filhos. "E, embora a porcentagem de mulheres afetadas seja pequena, o número absoluto é enorme."
Para o especialista, a situação é agravada pela abordagem equivocada de alguns médicos, que podem tratar o problema como algo puramente físico. "Há os que sugerem que a paciente beba alguma coisa para relaxar, ou então até aplique analgésico na região vaginal. São estratégias que simplesmente não resolvem. E a culpa tende a ser atribuída à mulher, como se ela quisesse impedir que o marido fizesse sexo com ela", conta
Autoconsciência
Segundo Rodrigues Jr., no entanto, é possível acabar com o reflexo muscular que gera o vaginismo com quase 100% de sucesso. "Existem exercícios que levam a paciente a ter consciência de sua região pélvica e associar o relaxamento dela ao ato sexual. Não adianta simplesmente dizer à mulher que ela precisa relaxar", ressalta. No entanto, o mais importante, de acordo com ele, é tratar o casal em conjunto por meio de psicoterapia, de maneira que ambos trabalhem para resolver o problema.
"É difícil dizer quanto tempo isso leva -- alguns casais podem precisar de seis meses, outros de um ano", diz o psicólogo.
Fonte: G1
Na tentativa de esclarecer as dificuldades ligadas ao problema, os psicólogos e psicoterapeutas sexuais Fátima Protti e Oswaldo M. Rodrigues Jr. estão lançando o livro "Vaginismo, quem cala nem sempre consente" (Editora 24x7). "Queremos atingir dois públicos: as mulheres, que muitas vezes nem sabem definir o problema, e os profissionais de saúde, muitos dos quais aparentemente não estão preparados para lidar com ele", declarou Rodrigues.
Segundo o psicólogo, que trabalha no Instituto Paulista de Sexualidade e é membro do conselho consultivo da Associação Mundial de Saúde Sexual, é comum que as pacientes visitem uma fieira de ginecologistas, sem encontrar tratamento adequado. "É o caso de uma paciente nossa, recém-casada. Ela e o marido se mantiveram virgens por motivos religiosos. Os ginecologistas se limitavam a aconselhar que ela passasse lubrificante, quando o problema não é lubrificação -- aliás, até o marido dizia que ela tinha excesso de lubrificação, na verdade", conta Rodrigues Jr.
Mitos derrubados
O problema tampouco tem a ver com falta de desejo sexual ou trauma relacionado a abusos, diz o psicólogo. "Apenas uma minoria muito pequena das mulheres com vaginismo sofreu abusos. E elas têm libido, conseguem atingir o orgasmo e gostam das brincadeiras sexuais que antecedem a penetração", afirma ele. O mais provável, diz ele, é que alguma situação inconsciente esteja impedindo o relaxamento normal dos músculos que permite o intercurso sexual. Há também uma minoria de casos ligados a causas físicas, como infecções genitais.
"É uma falta de controle sobre o próprio corpo", resume Rodrigues Jr. O problema é tão severo que nenhum objeto, nem mesmo um absorvente interno, é passível de ser introduzido em pacientes com vaginismo. Alguns casais podem conviver com a situação por anos, até o momento em que decidem ter filhos. "E, embora a porcentagem de mulheres afetadas seja pequena, o número absoluto é enorme."
Para o especialista, a situação é agravada pela abordagem equivocada de alguns médicos, que podem tratar o problema como algo puramente físico. "Há os que sugerem que a paciente beba alguma coisa para relaxar, ou então até aplique analgésico na região vaginal. São estratégias que simplesmente não resolvem. E a culpa tende a ser atribuída à mulher, como se ela quisesse impedir que o marido fizesse sexo com ela", conta
Autoconsciência
Segundo Rodrigues Jr., no entanto, é possível acabar com o reflexo muscular que gera o vaginismo com quase 100% de sucesso. "Existem exercícios que levam a paciente a ter consciência de sua região pélvica e associar o relaxamento dela ao ato sexual. Não adianta simplesmente dizer à mulher que ela precisa relaxar", ressalta. No entanto, o mais importante, de acordo com ele, é tratar o casal em conjunto por meio de psicoterapia, de maneira que ambos trabalhem para resolver o problema.
"É difícil dizer quanto tempo isso leva -- alguns casais podem precisar de seis meses, outros de um ano", diz o psicólogo.
Fonte: G1
segunda-feira, 23 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Sexualidade na TV
As terapeutas sexuais Sonia Daud e Jaqueline Pinto são as convidadas do programa Faperp na TV de hoje. As profissionais abordarãor assuntos relevantes sobre sexualidade humana e também falarão sobre o curso de pós-graduação.
Com as inscrições abertas, o curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Sexualidade: Terapia Sexual e Orientação tem o objetivo de formar profissionais com instrumental teórico e técnico para o atendimento terapêutico, estudo e pesquisa com foco na sexualidade.
O programa Faperp na TV vai ao ar todas as sextas-feiras, das 12 às 13h, pelo Canal 16.
Com as inscrições abertas, o curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Sexualidade: Terapia Sexual e Orientação tem o objetivo de formar profissionais com instrumental teórico e técnico para o atendimento terapêutico, estudo e pesquisa com foco na sexualidade.
O programa Faperp na TV vai ao ar todas as sextas-feiras, das 12 às 13h, pelo Canal 16.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Orgasmo pode depender de genes
Pesquisa publicada na revista inglesa da Royal Society avaliou mais de 4 mil gêmeas com idades entre 19 e 83 anos.
A equipe do cientista Tim Spector realizou testes de DNA nas gêmeas (metade idênticas, metade não). Os gêmeos idênticos compartilham o mesmo DNA, ao contrário dos não-idênticos. Essas mulheres também preencheram questionários (anônimos) sobre sua vida sexual.
Um terço das mulheres declarou nunca ou quase nunca atingir um orgasmo, enquanto mais de um décimo afirmou sempre atingir um orgasmo durante a penetração. 34% das avaliadas consegue atingir o clímax com a masturbação.
Sabe-se que apenas 2% dos homens não conseguem atingir o orgasmo durante a penetração.
De modo geral, a pesquisa concluiu que a freqüência de orgasmo era maior entre gêmeas idênticas, o que levou os pesquisadores a suspeitarem do componente genético para o orgasmo. "Há uma influência biológica que não pode apenas ser atribuída à criação, religião ou raça", afirma Spector. O pesquisador crê que a capacidade para o orgasmo pode ser explicada pela evolução.
Uma teoria sustenta que o orgasmo promove fertilidade. Estudos anteriores mostram que mulheres têm mais facilidade em atingir o clímax durante o período fértil.
Outra teoria sugere que o orgasmo seja uma ferramenta para selecionar homens: se um homem é forte ou esperto o suficiente, ele é mais aceito como um parceiro de longo prazo.
Serão necessários anos para se identificar os genes envolvidos no processo do orgasmo. Espera-se que a pesquisa ajude a desenvolver tratamentos para dificuldade de orgasmo.
Fonte: BBCBrasil
A equipe do cientista Tim Spector realizou testes de DNA nas gêmeas (metade idênticas, metade não). Os gêmeos idênticos compartilham o mesmo DNA, ao contrário dos não-idênticos. Essas mulheres também preencheram questionários (anônimos) sobre sua vida sexual.
Um terço das mulheres declarou nunca ou quase nunca atingir um orgasmo, enquanto mais de um décimo afirmou sempre atingir um orgasmo durante a penetração. 34% das avaliadas consegue atingir o clímax com a masturbação.
Sabe-se que apenas 2% dos homens não conseguem atingir o orgasmo durante a penetração.
De modo geral, a pesquisa concluiu que a freqüência de orgasmo era maior entre gêmeas idênticas, o que levou os pesquisadores a suspeitarem do componente genético para o orgasmo. "Há uma influência biológica que não pode apenas ser atribuída à criação, religião ou raça", afirma Spector. O pesquisador crê que a capacidade para o orgasmo pode ser explicada pela evolução.
Uma teoria sustenta que o orgasmo promove fertilidade. Estudos anteriores mostram que mulheres têm mais facilidade em atingir o clímax durante o período fértil.
Outra teoria sugere que o orgasmo seja uma ferramenta para selecionar homens: se um homem é forte ou esperto o suficiente, ele é mais aceito como um parceiro de longo prazo.
Serão necessários anos para se identificar os genes envolvidos no processo do orgasmo. Espera-se que a pesquisa ajude a desenvolver tratamentos para dificuldade de orgasmo.
Fonte: BBCBrasil
terça-feira, 17 de junho de 2008
XIV Congresso Latino Americano de Sexologia
XIV Congresso Latino Americano de Sexologia e Educação Sexualy VI Congreso Nacional de Sexología y Educación Sexual
Guayaquil - Equador
15 a 17 de outubro de 2008
Tema: "Desde la mitad del mundo a toda IUneroamérica: por una sexualidad sana, responsable, plena y placentera"
Local: Centro de Convenciones Simón
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
O que excita as mulheres? Não, não é um homem nu
Mulheres! Vejam o esplendor da forma nua masculina: esbelta e poderosa, um milagre de músculos esculpidos, caminhando confiante pela areia ou alongando-se na sua frente em sua glória deslumbrante.
Pensando bem, talvez vocês prefiram outra coisa. Assim dizem os cientistas nas fronteiras da pesquisa em torno da eterna questão do que as mulheres acham erótico. A mais recente resposta parece ser: homens nus não ou ao menos não simplesmente homens nus.
"Para as mulheres heterossexuais, olhar para um homem nu caminhando na praia é tão excitante quanto ver uma paisagem", diz a pesquisadora Meredith Chivers em um novo documentário sobre bissexualidade chamado "Bi the Way", apresentado no festival de cinema de Nova York NewFest, no dia 6 de junho.
Chivers, pesquisadora do Centro de Vício e Saúde Mental da Universidade de Toronto, diz que tem dados para corroborar sua afirmativa. Recentemente, ela publicou resultados de um estudo no qual ela mostrava vídeos de homens e mulheres nus em várias situações sexuais e não sexuais e media a excitação genital de quem assistia as cenas.
As mulheres heterossexuais não ficavam mais excitadas por homens atléticos nus fazendo ioga ou jogando pedras no oceano do que ficavam com as cenas controle: imagens dos Himalaias cobertos de neve. Quando as mulheres heterossexuais viam um vídeo de uma mulher nua fazendo ginástica, por outro lado, seu fluxo sanguíneo aumentava significativamente.
O que realmente importa para as mulheres, ao menos no ambiente artificial do estudo em que a voluntária assistia a filmes ligada intimamente e a um aparelho chamado photoplethysmograph, não é o gênero do ator, mas seu grau de sensualidade, disse Chivers. Ainda mais do que pessoas nuas fazendo exercícios, elas ficavam excitadas com vídeos de masturbação e mais ainda por vídeos gráficos de casais fazendo amor. Mulheres com mulheres, homens com homens, homens com mulheres: não importava muito para as mulheres, disse Chivers.
"As mulheres parecem fisicamente não diferenciar entre os sexos em suas respostas sexuais, ao menos as mulheres heterossexuais", disse ela. "Para as mulheres heterossexuais, o gênero não importa. Elas responderam ao nível de atividade".
O trabalho de Chivers acrescenta a um corpo crescente de evidências científicas que coloca a sexualidade feminina em uma continuidade entre a heterossexualidade e a homossexualidade, em vez de um fenômeno excludente. "Ela está assinalando o que é meio óbvio e ainda assim não explorado: que as mulheres são fluidas em sua sexualidade", disse uma das diretoras de "Bi the Way", Josephine Decker, em uma festa após a apresentação do filme em um bar de temática russa.
Mesmo em uma cultura em que muitas vezes ser bissexual passa a ser chique - Britney e Madonna deixam o lugar para Lindsay Lohan e Samantha Ronson (fotografadas se beijando em Cannes, França)- e apesar dos dados da pesquisa mostrarem que os jovens, em particular, estão abertos à experimentação sexual, a bissexualidade ainda tende a ser tratada como novidade, como casualidade excitante, uma fase ou até uma forma de esconder a homossexualidade. A própria Chivers foi autora de um estudo de 2005 usando métodos similares que revelaram que os homens que se diziam bissexuais eram significativamente mais excitados por um único sexo, em geral o masculino.
As mulheres, contudo, são fundamentalmente diferentes, dizem alguns pesquisadores. Uma pesquisadora da Universidade de Utah, Dra. Lisa M. Diamond, publicou um estudo em janeiro na revista "Developmental Psychology" que acompanhava a vida amorosa de 79 mulheres não heterossexuais que se diziam lésbicas ou bissexuais ou nenhuma das opções anteriores. Ao longo de dez anos, as mulheres continuavam a ser atraídas por ambos os sexos, concluiu Diamond.
A resposta das mulheres às imagens dos casais se estende até para outras espécies, concluiu Chivers. Em um experimento de 2004 e novamente no estudo recente, publicado em dezembro de 2007 na revista "Journal of Personality and Social Psychology", Chivers e seus colegas concluíram que as mulheres eram ligeira mas significativamente excitadas por centenas de chimpanzés bonobo cruzando. Os homens não mostraram a mesma resposta.
E quando Chivers pediu que as mulheres classificassem sua própria excitação diante dos vídeos que assistiam, as mulheres, homo ou heterossexuais, tendiam a dar maior classificação para filmes mostrando mulheres. "As mulheres heterossexuais reagem às mulheres, diferentemente do que se imaginaria", disse Chivers. "Por que as mulheres são tão excitadas por outras mulheres?" Os homens, homo ou heterossexuais, assim como as lésbicas, foram mais previsivelmente excitados por imagens de seu sexo preferido, disse Chivers.
É difícil saber como entender essa informação. Chivers não faz alegações corajosas a respeito. "Concluir que as mulheres são bissexuais com base em sua resposta sexual seria negar a complexidade e as várias dimensões da sexualidade feminina", escreveu em seu artigo. Ela admitiu, contudo, que a aparente flexibilidade das mulheres "esteja relacionada a um maior potencial de bissexualidade nas mulheres do que nos homens".
Os produtores de "Bi the Way" tiraram suas próprias conclusões. "O que começou com uma moda pode ter se tornado uma revolução. Mas, de qualquer forma, está claro que os jovens estão refazendo o mapa da sexualidade", disse a diretora Brittany Blockman no filme, que traça as peregrinações românticas de cinco membros da chamada Geração do Tantofaz.
Essa é uma conclusão que Chivers não está pronta a tirar. Blockman, 27, que é mestre em antropologia médica em Harvard, disse que teve a idéia para o filme quando viu por um acaso a série. "The OC" e viu a personagem de Mischa Barton beijar outra jovem.
"Desde quando duas meninas se beijarem em um programa de televisão no horário nobre se tornou aceitável e legal?", disse ela em entrevista. "Senti como se tivesse perdido algum tipo de mudança cultural". Na festa após a apresentação do filme, no Vlada na rua 51, a cultura parecia estar mudando em várias direções simultaneamente. Uma mulher usando maquiagem de Ziggy Stardust e uma prótese de um pênis masculino participou de um ato sexual simulado. Um pouco depois, a mulher, Amy Ouzoonian, dançarina e artista performática, estava em um sofá se atracando com uma mulher masculinizada de terno preto.
"Você passa a vida procurando aquela pessoa", disse Ouzoonian, 29. "As genitais não devem importar tanto assim."Uma convidada da festa, Gillian Baine, professora escolar (que se diz heterossexual), disse que parecia correto.
"Os jovens não querem se limitar e estão fazendo isso de várias formas. Eles estão se sentindo menos constrangidos pelas normas. Ou as normas estão mudando", disse Baine, 28.Normas, contudo, são coisas complicadas. Decker, 27, uma das diretoras do filme, parece um pouco envergonhada por sua experiência limitada.
"O que é triste é que eu preciso desesperadamente sair com uma garota", disse ela, acrescentando que alguns beijos roubados era tudo o que tinha no lado feminino de sua experiência sexual. "Só não queria que fosse uma mulher qualquer."
Tradução: Deborah Weinberg
The New York Times
Pensando bem, talvez vocês prefiram outra coisa. Assim dizem os cientistas nas fronteiras da pesquisa em torno da eterna questão do que as mulheres acham erótico. A mais recente resposta parece ser: homens nus não ou ao menos não simplesmente homens nus.
"Para as mulheres heterossexuais, olhar para um homem nu caminhando na praia é tão excitante quanto ver uma paisagem", diz a pesquisadora Meredith Chivers em um novo documentário sobre bissexualidade chamado "Bi the Way", apresentado no festival de cinema de Nova York NewFest, no dia 6 de junho.
Chivers, pesquisadora do Centro de Vício e Saúde Mental da Universidade de Toronto, diz que tem dados para corroborar sua afirmativa. Recentemente, ela publicou resultados de um estudo no qual ela mostrava vídeos de homens e mulheres nus em várias situações sexuais e não sexuais e media a excitação genital de quem assistia as cenas.
As mulheres heterossexuais não ficavam mais excitadas por homens atléticos nus fazendo ioga ou jogando pedras no oceano do que ficavam com as cenas controle: imagens dos Himalaias cobertos de neve. Quando as mulheres heterossexuais viam um vídeo de uma mulher nua fazendo ginástica, por outro lado, seu fluxo sanguíneo aumentava significativamente.
O que realmente importa para as mulheres, ao menos no ambiente artificial do estudo em que a voluntária assistia a filmes ligada intimamente e a um aparelho chamado photoplethysmograph, não é o gênero do ator, mas seu grau de sensualidade, disse Chivers. Ainda mais do que pessoas nuas fazendo exercícios, elas ficavam excitadas com vídeos de masturbação e mais ainda por vídeos gráficos de casais fazendo amor. Mulheres com mulheres, homens com homens, homens com mulheres: não importava muito para as mulheres, disse Chivers.
"As mulheres parecem fisicamente não diferenciar entre os sexos em suas respostas sexuais, ao menos as mulheres heterossexuais", disse ela. "Para as mulheres heterossexuais, o gênero não importa. Elas responderam ao nível de atividade".
O trabalho de Chivers acrescenta a um corpo crescente de evidências científicas que coloca a sexualidade feminina em uma continuidade entre a heterossexualidade e a homossexualidade, em vez de um fenômeno excludente. "Ela está assinalando o que é meio óbvio e ainda assim não explorado: que as mulheres são fluidas em sua sexualidade", disse uma das diretoras de "Bi the Way", Josephine Decker, em uma festa após a apresentação do filme em um bar de temática russa.
Mesmo em uma cultura em que muitas vezes ser bissexual passa a ser chique - Britney e Madonna deixam o lugar para Lindsay Lohan e Samantha Ronson (fotografadas se beijando em Cannes, França)- e apesar dos dados da pesquisa mostrarem que os jovens, em particular, estão abertos à experimentação sexual, a bissexualidade ainda tende a ser tratada como novidade, como casualidade excitante, uma fase ou até uma forma de esconder a homossexualidade. A própria Chivers foi autora de um estudo de 2005 usando métodos similares que revelaram que os homens que se diziam bissexuais eram significativamente mais excitados por um único sexo, em geral o masculino.
As mulheres, contudo, são fundamentalmente diferentes, dizem alguns pesquisadores. Uma pesquisadora da Universidade de Utah, Dra. Lisa M. Diamond, publicou um estudo em janeiro na revista "Developmental Psychology" que acompanhava a vida amorosa de 79 mulheres não heterossexuais que se diziam lésbicas ou bissexuais ou nenhuma das opções anteriores. Ao longo de dez anos, as mulheres continuavam a ser atraídas por ambos os sexos, concluiu Diamond.
A resposta das mulheres às imagens dos casais se estende até para outras espécies, concluiu Chivers. Em um experimento de 2004 e novamente no estudo recente, publicado em dezembro de 2007 na revista "Journal of Personality and Social Psychology", Chivers e seus colegas concluíram que as mulheres eram ligeira mas significativamente excitadas por centenas de chimpanzés bonobo cruzando. Os homens não mostraram a mesma resposta.
E quando Chivers pediu que as mulheres classificassem sua própria excitação diante dos vídeos que assistiam, as mulheres, homo ou heterossexuais, tendiam a dar maior classificação para filmes mostrando mulheres. "As mulheres heterossexuais reagem às mulheres, diferentemente do que se imaginaria", disse Chivers. "Por que as mulheres são tão excitadas por outras mulheres?" Os homens, homo ou heterossexuais, assim como as lésbicas, foram mais previsivelmente excitados por imagens de seu sexo preferido, disse Chivers.
É difícil saber como entender essa informação. Chivers não faz alegações corajosas a respeito. "Concluir que as mulheres são bissexuais com base em sua resposta sexual seria negar a complexidade e as várias dimensões da sexualidade feminina", escreveu em seu artigo. Ela admitiu, contudo, que a aparente flexibilidade das mulheres "esteja relacionada a um maior potencial de bissexualidade nas mulheres do que nos homens".
Os produtores de "Bi the Way" tiraram suas próprias conclusões. "O que começou com uma moda pode ter se tornado uma revolução. Mas, de qualquer forma, está claro que os jovens estão refazendo o mapa da sexualidade", disse a diretora Brittany Blockman no filme, que traça as peregrinações românticas de cinco membros da chamada Geração do Tantofaz.
Essa é uma conclusão que Chivers não está pronta a tirar. Blockman, 27, que é mestre em antropologia médica em Harvard, disse que teve a idéia para o filme quando viu por um acaso a série. "The OC" e viu a personagem de Mischa Barton beijar outra jovem.
"Desde quando duas meninas se beijarem em um programa de televisão no horário nobre se tornou aceitável e legal?", disse ela em entrevista. "Senti como se tivesse perdido algum tipo de mudança cultural". Na festa após a apresentação do filme, no Vlada na rua 51, a cultura parecia estar mudando em várias direções simultaneamente. Uma mulher usando maquiagem de Ziggy Stardust e uma prótese de um pênis masculino participou de um ato sexual simulado. Um pouco depois, a mulher, Amy Ouzoonian, dançarina e artista performática, estava em um sofá se atracando com uma mulher masculinizada de terno preto.
"Você passa a vida procurando aquela pessoa", disse Ouzoonian, 29. "As genitais não devem importar tanto assim."Uma convidada da festa, Gillian Baine, professora escolar (que se diz heterossexual), disse que parecia correto.
"Os jovens não querem se limitar e estão fazendo isso de várias formas. Eles estão se sentindo menos constrangidos pelas normas. Ou as normas estão mudando", disse Baine, 28.Normas, contudo, são coisas complicadas. Decker, 27, uma das diretoras do filme, parece um pouco envergonhada por sua experiência limitada.
"O que é triste é que eu preciso desesperadamente sair com uma garota", disse ela, acrescentando que alguns beijos roubados era tudo o que tinha no lado feminino de sua experiência sexual. "Só não queria que fosse uma mulher qualquer."
Tradução: Deborah Weinberg
The New York Times
terça-feira, 10 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Bebidas energéticas estão associadas a comportamento de risco entre adolescentes
Pesquisadores da área de saúde identificaram um novo e surpreendente indicador para comportamento de risco entre adolescentes e jovens adultos: bebidas energéticas.
Energéticos com altas doses de cafeína, como Red Bull, Monster, Amp (no Brasil, Burn e Flying Horse), cresceram em popularidade na última década. Cerca de um terço dos jovens entre 12 e 14 anos afirma tomar bebidas energéticas regularmente, o que corresponde a mais de US$ 3 bilhões em vendas anuais nos Estados Unidos.
A tendência tem gerado crescente preocupação entre pesquisadores da área de saúde e profissionais de educação. Em todo o país, a bebida tem sido associada a relatos de náusea, batimentos cardíacos anormais e entradas nas emergências dos hospitais.
Em Colorado Springs, muitos estudantes do ensino médio ficaram doentes no ano passado depois de tomar Spike Shooter, uma bebida com alta concentração de cafeína, levando o diretor do colégio a banir as bebidas. Em março, quatro estudantes do ensino fundamental em Broward County, Flórida, foram parar na emergência com palpitações no coração e sudorese depois de beber o energético Redline. Em Tigard, Oregon, professores enviaram este mês aos pais de alunos um e-mail alertando que os estudantes que levavam energéticos para a escola estavam "literalmente alterados pela agitação da cafeína ou se recuperando de um choque de cafeína".
Novas pesquisas sugerem que as bebidas estão associadas a uma questão de saúde muito mais preocupante do que os efeitos de agitação da cafeína - cujos riscos são aceitáveis.
Em março, o "Journal of American College Health" publicou um relatório sobre a ligação entre bebidas energéticas, atletas e comportamento de risco. A autora do estudo, Kathleen Miller, pesquisadora sobre vício da Universidade de Buffalo, afirma que o estudo sugere que o alto consumo de bebidas energéticas está associado a comportamentos típicos de usuários de drogas, um conjunto de comportamentos agressivos e arriscados que inclui sexo sem proteção, abuso de substâncias e violência.
A descoberta não significa que as bebidas causam mau comportamento. Mas os dados sugerem que o consumo regular de bebidas energéticas pode ser um sinal de alerta aos pais de que seus filhos têm mais tendência a assumir riscos para sua saúde e segurança. "Parece que os jovens que tomam muito bebidas energéticas têm mais tendência a assumir riscos," disse Miller.
A American Beverage Association (Associação Americanas de Bebidas) afirma que seus membros não comercializam bebidas energéticas para adolescentes. "O público-alvo são adultos," disse o porta-voz Craig Stevens. Ele afirma que a venda está direcionada às "pessoas que realmente podem pagar os dois ou três dólares pelo produto."
As bebidas possuem uma variedade de ingredientes em diferentes combinações: estimulantes naturais como guaraná, ervas como ginkgo e ginseng, açúcar, aminoácidos, incluindo taurina, e também vitaminas. Mas o principal ingrediente ativo é a cafeína.
A dose de cafeína varia. Uma porção de 340 gramas do energético Amp contém 107 miligramas de cafeína; a mesma quantidade de Coca-Cola ou Pepsi tem de 34 a 38mg. O energético Monster tem 120mg de cafeína e o Red Bull tem 116mg. A mais alta concentração é a do Spiker Shooter, que contém 428mg de cafeína em cada 340 gramas, e o Wired X344, com 258mg.
Steve ressalta que as bebidas energéticas mais conhecidas geralmente têm menos cafeína do que uma xícara de café. Na Starbucks, a dose de cafeína varia segundo a bebida, de 75mg em um cappuccino ou latte de 350ml, até 250mg em um café de 350ml passado no coador.
Uma preocupação em relação a essas bebidas é que, pelo fato de serem servidas geladas, podem ser consumidas em grandes quantidades e mais rapidamente do que bebidas quentes como café, que são bebericadas.
Outra preocupação é a crescente popularidade da mistura de energéticos com álcool. A adição de cafeína pode fazer usuários de álcool se sentirem menos bêbados, mas a coordenação motora e o tempo de reação visual são tão prejudicados quanto quando bebem álcool puro, segundo um estudo de abril de 2006 publicado no informativo médico Alcoolismo: Pesquisas Clínicas e Experimentais.
"Você fica cem por cento bêbado do mesmo jeito, só que um bêbado acordado", disse Drª. Mary Claire O'Brien, professora associada dos departamentos de medicina emergencial e serviços de saúde pública da Wake Forest University Baptist Medical Center, em Winston-Salem, na Carolina do Norte.
O'Brien pesquisou o uso de álcool e bebidas energéticas entre estudantes universitários em 10 universidades na Carolina do Norte. O estudo, publicado este mês na Academic Emergency Medicine, mostrou que estudantes que misturaram energéticos com álcool ficaram bêbados com duas vezes mais freqüência do que aqueles que consumiram só álcool, e tiveram uma tendência muito maior a se machucarem enquanto estavam embriagados ou necessitaram tratamento médico durante a bebedeira.
Pessoas que misturaram energéticos com álcool tiveram maior tendência a ser vítimas ou protagonistas de comportamento sexual agressivo. O efeito permaneceu mesmo depois que os pesquisadores controlaram a quantidade de álcool consumida.
Fabricantes de bebidas energéticas afirmam não encorajar os consumidores a misturá-las com álcool. Michelle Naughton, porta-voz da PepsiCo, que comercializa o energético Amp, disse, "Esperamos que os consumidores apreciem nossos produtos com responsabilidade.
The New York Times
Energéticos com altas doses de cafeína, como Red Bull, Monster, Amp (no Brasil, Burn e Flying Horse), cresceram em popularidade na última década. Cerca de um terço dos jovens entre 12 e 14 anos afirma tomar bebidas energéticas regularmente, o que corresponde a mais de US$ 3 bilhões em vendas anuais nos Estados Unidos.
A tendência tem gerado crescente preocupação entre pesquisadores da área de saúde e profissionais de educação. Em todo o país, a bebida tem sido associada a relatos de náusea, batimentos cardíacos anormais e entradas nas emergências dos hospitais.
Em Colorado Springs, muitos estudantes do ensino médio ficaram doentes no ano passado depois de tomar Spike Shooter, uma bebida com alta concentração de cafeína, levando o diretor do colégio a banir as bebidas. Em março, quatro estudantes do ensino fundamental em Broward County, Flórida, foram parar na emergência com palpitações no coração e sudorese depois de beber o energético Redline. Em Tigard, Oregon, professores enviaram este mês aos pais de alunos um e-mail alertando que os estudantes que levavam energéticos para a escola estavam "literalmente alterados pela agitação da cafeína ou se recuperando de um choque de cafeína".
Novas pesquisas sugerem que as bebidas estão associadas a uma questão de saúde muito mais preocupante do que os efeitos de agitação da cafeína - cujos riscos são aceitáveis.
Em março, o "Journal of American College Health" publicou um relatório sobre a ligação entre bebidas energéticas, atletas e comportamento de risco. A autora do estudo, Kathleen Miller, pesquisadora sobre vício da Universidade de Buffalo, afirma que o estudo sugere que o alto consumo de bebidas energéticas está associado a comportamentos típicos de usuários de drogas, um conjunto de comportamentos agressivos e arriscados que inclui sexo sem proteção, abuso de substâncias e violência.
A descoberta não significa que as bebidas causam mau comportamento. Mas os dados sugerem que o consumo regular de bebidas energéticas pode ser um sinal de alerta aos pais de que seus filhos têm mais tendência a assumir riscos para sua saúde e segurança. "Parece que os jovens que tomam muito bebidas energéticas têm mais tendência a assumir riscos," disse Miller.
A American Beverage Association (Associação Americanas de Bebidas) afirma que seus membros não comercializam bebidas energéticas para adolescentes. "O público-alvo são adultos," disse o porta-voz Craig Stevens. Ele afirma que a venda está direcionada às "pessoas que realmente podem pagar os dois ou três dólares pelo produto."
As bebidas possuem uma variedade de ingredientes em diferentes combinações: estimulantes naturais como guaraná, ervas como ginkgo e ginseng, açúcar, aminoácidos, incluindo taurina, e também vitaminas. Mas o principal ingrediente ativo é a cafeína.
A dose de cafeína varia. Uma porção de 340 gramas do energético Amp contém 107 miligramas de cafeína; a mesma quantidade de Coca-Cola ou Pepsi tem de 34 a 38mg. O energético Monster tem 120mg de cafeína e o Red Bull tem 116mg. A mais alta concentração é a do Spiker Shooter, que contém 428mg de cafeína em cada 340 gramas, e o Wired X344, com 258mg.
Steve ressalta que as bebidas energéticas mais conhecidas geralmente têm menos cafeína do que uma xícara de café. Na Starbucks, a dose de cafeína varia segundo a bebida, de 75mg em um cappuccino ou latte de 350ml, até 250mg em um café de 350ml passado no coador.
Uma preocupação em relação a essas bebidas é que, pelo fato de serem servidas geladas, podem ser consumidas em grandes quantidades e mais rapidamente do que bebidas quentes como café, que são bebericadas.
Outra preocupação é a crescente popularidade da mistura de energéticos com álcool. A adição de cafeína pode fazer usuários de álcool se sentirem menos bêbados, mas a coordenação motora e o tempo de reação visual são tão prejudicados quanto quando bebem álcool puro, segundo um estudo de abril de 2006 publicado no informativo médico Alcoolismo: Pesquisas Clínicas e Experimentais.
"Você fica cem por cento bêbado do mesmo jeito, só que um bêbado acordado", disse Drª. Mary Claire O'Brien, professora associada dos departamentos de medicina emergencial e serviços de saúde pública da Wake Forest University Baptist Medical Center, em Winston-Salem, na Carolina do Norte.
O'Brien pesquisou o uso de álcool e bebidas energéticas entre estudantes universitários em 10 universidades na Carolina do Norte. O estudo, publicado este mês na Academic Emergency Medicine, mostrou que estudantes que misturaram energéticos com álcool ficaram bêbados com duas vezes mais freqüência do que aqueles que consumiram só álcool, e tiveram uma tendência muito maior a se machucarem enquanto estavam embriagados ou necessitaram tratamento médico durante a bebedeira.
Pessoas que misturaram energéticos com álcool tiveram maior tendência a ser vítimas ou protagonistas de comportamento sexual agressivo. O efeito permaneceu mesmo depois que os pesquisadores controlaram a quantidade de álcool consumida.
Fabricantes de bebidas energéticas afirmam não encorajar os consumidores a misturá-las com álcool. Michelle Naughton, porta-voz da PepsiCo, que comercializa o energético Amp, disse, "Esperamos que os consumidores apreciem nossos produtos com responsabilidade.
The New York Times
Marcos Ribeiro estréia na Rádio Globo
Neste sábado, dia 7 de Junho, estreiou o quadro "Sexo e Coisa e Tal", sob o comando de Marcos Ribeiro.
A cada sábado, o quadro irá ao ar entre 20:30 e 21:30 h., será abordado um tema diferente, com a participação dos ouvintes entrando ao vivo e fazendo perguntas para Marcos Ribeiro, somando a audiência superior a 400 mil ouvintes por minuto.
O quadro apresentado por Marcos Ribeiro será no programa "Agito Geral", do radialista David Rangel.
O programa, em rede nacional, é retransmitido pelas 31 emissoras afiliadas* do Sistema Globo de Rádio. Também pode ser ouvido pela Internet, através do site da emissora, no mundo todo, inclusive com a participação de ouvintes de outros países pelos microfones abertos.
A proposta do quadro é esclarecer as dúvidas da população sem propor receitas prontas, mas prestando informação séria, didática e sem preconceitos.
O quadro dará uma atenção especial aos pais, com dicas para a educação sexual dos filhos; aos professores, na orientação dos alunos e aos adolescentes, que têm muitos "grilos" nesta fase da vida em que descobrem a própria sexualidade.
Serviço:
Sexo e coisa e tal, sábados entre 20:30 e 21:30 h.
Internet: www.radioglobo.com.br
A cada sábado, o quadro irá ao ar entre 20:30 e 21:30 h., será abordado um tema diferente, com a participação dos ouvintes entrando ao vivo e fazendo perguntas para Marcos Ribeiro, somando a audiência superior a 400 mil ouvintes por minuto.
O quadro apresentado por Marcos Ribeiro será no programa "Agito Geral", do radialista David Rangel.
O programa, em rede nacional, é retransmitido pelas 31 emissoras afiliadas* do Sistema Globo de Rádio. Também pode ser ouvido pela Internet, através do site da emissora, no mundo todo, inclusive com a participação de ouvintes de outros países pelos microfones abertos.
A proposta do quadro é esclarecer as dúvidas da população sem propor receitas prontas, mas prestando informação séria, didática e sem preconceitos.
O quadro dará uma atenção especial aos pais, com dicas para a educação sexual dos filhos; aos professores, na orientação dos alunos e aos adolescentes, que têm muitos "grilos" nesta fase da vida em que descobrem a própria sexualidade.
Serviço:
Sexo e coisa e tal, sábados entre 20:30 e 21:30 h.
Internet: www.radioglobo.com.br
quinta-feira, 5 de junho de 2008
VII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids
Diante do cenário atual de globalização, o Congresso quer proporcionar a seus participantes um espaço de reflexão crítica sobre os muitos significados e sentidos que o campo da prevenção construiu nesses anos para compreender e transformar os contextos de risco e vulnerabilidade das pessoas e coletividades. Sentidos esses que se defrontam, hoje, com a intensificação de tendências conservadoras que circunscrevem o campo de prática da prevenção a concepções baseadas na biomedicina, em detrimento de uma abordagem mais integral em relação às experiências da sexualidade e do adoecer. O evento quer, ainda, refletir sobre os desdobramentos e as ressignificações desses sentidos que ocorrem na realidade cotidiana de espaços sociais: o município, a comunidade, o serviço.
Florianópolis/SC - 25 a 28 de junho de 2008
Informações e inscrições - Tel.: 55 (61) 3448-8090
E-mail: congressoprev2008@aids.gov.br
Florianópolis/SC - 25 a 28 de junho de 2008
Informações e inscrições - Tel.: 55 (61) 3448-8090
E-mail: congressoprev2008@aids.gov.br
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Como falar de sexo nas escolas
Escola é sinônimo de aprendizado? Quando o assunto envolve a sexualidade, nem sempre. Já foi pior, é verdade, mas parece que o "tabu" do sexo não consegue acompanhar com a mesma velocidade que a evolução da sociedade. E os professores? Será que eles conseguem ficar frente a frente com alunos cada vez mais envolvidos com informações sexuais vindas de todos os lados? Para a terapeuta sexual Sonia Daud, a maioria não. "Como o professor vai ensinar ao aluno se ele mesmo encontra dificuldades com a sua própria sexualidade?", afirma.
É senso comum que todos devem discutir sexo nas escolas. Mas, às vezes o problema não está com os professores e sim com os próprios pais, que não conseguem ou têm medo de passar a informação aos seus filhos. "Por razões diversas, muitos pais abominam ver a escola falando sobre sexo com seus filhos justamente por ser algo que eles sequer comentam em casa. Infelizmente isso é uma realidade", constata Sonia. "Se não há abertura na escola e muito menos em casa, onde esses jovens vão aprender sobre sexo?", alerta.
Para a psicóloga Ana Márcia Sanches de Almeida Viana, o ensino da sexualidade fica muitas vezes limitado às aulas de biologia. Ela acredita que é preciso ir além. "Nessas aulas fala-se em Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e o uso da camisinha, mas é apenas a repetição do que está nos livros e nas embalagens dos produtos. Não há espaço para discussões", reconhece.
O resultado desse problema aparece nas estatísticas. Na última década o número de meninas grávidas, entre 11 e 14 anos, dobrou. Além disso, pouco mais da metade dos jovens realmente fazem da camisinha um item obrigatório. "Mais da metade dos infectados com o vírus HIV, no Brasil, têm menos de 24 anos. Isso mostra a necessidade latente de iniciar as discussões sobre sexo o quanto antes, sem pudores, na sala de aula", afirma Ana Márcia.
Sonia Daud concorda. Para ela é possível incrementar todas as disciplinas com o assunto "sexo". "O professor de matemática pode trabalhar com números de estatísticas de gravidez, por exemplo", recomenda.
Com a inclusão da orientação sexual como tema transversal curricular sugerido pelos parâmetros curriculares para se trabalhar nas escolas de ensino fundamental e médio, o Ministério da Educação resgata a importância da escola em tratar assuntos ligados à sexualidade e ao comportamento sexual. O que falta é ensinar aos jovens a selecionar bem as informações e capacitação aos educadores acerca do tema. "É preciso apoio dos pais e da escola para que o ensino funcione corretamente. Assim todos saem ganhando", diz Sonia.
Sexo é tema recorrente nas rodinhas de amigos. Se não bastasse a própria idade, cheia de descobertas por si só, temos muitas informações vindas da TV, da internet, revistas e filmes. "A mídia estimula a sexualidade precoce das crianças, por isso temos o dever de conversar com elas e tirar suas dúvidas à medida que isso estiver aflorando", afirma Ana Márcia. Devemos também evitar o preconceito de toda a espécie, banindo do vocabulário dos professores qualquer menção de que sexo é sujo ou pecaminoso. "Uma resposta mal dada pode fazer o jovem se sentir envergonhado e desistir de buscar informação correta", diz.
O governo mostrou em uma ação recente que precisamos evoluir muito ainda nesse assunto. Um projeto quer implantar máquinas que distribuem camisinhas nas escolas ainda em 2008. A iniciativa faz parte do programa Saúde e Prevenção nas Escolas, do Ministério da Saúde, e já criou polêmica entre pais, escolas e educadores. Sonia Daud e Ana Márcia acreditam que a iniciativa é correta, mas fazem uma ressalva. "Distribuir camisinhas abre a sociedade para o assunto, mas esse ato deve ser amparado por um projeto pedagógico adequado", dizem.
Pós-graduação
Em São José do Rio Preto o tema poderá ser melhor estudado e facilitar a vida de quem precisa falar sobre sexo. Especialistas desta área criaram um curso de especialização que responde às necessidades de vários públicos, como professores, médicos, psicólogos e até mesmo jornalistas que escrevem sobre sexualidade.
Com as inscrições abertas, o curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Sexualidade: Terapia Sexual e Orientação tem o objetivo de formar profissionais com instrumental teórico e técnico para o atendimento terapêutico, estudo e pesquisa com foco na sexualidade.
Voltado a todos os que possuem diploma universitário e lidam com o assunto, o curso tem duração de quatro semestres, com aulas aos sábados, e carga horária de 400 horas. Os docentes são doutores, mestres e especialistas em sexualidade humana. "Esse segmento de estudo é um dos mais crescentes e necessita de profissionais com embasamento correto do assunto", afirma Sonia Daud, uma das coordenadoras do curso. A previsão é de que as aulas comecem já no segundo semestre, sendo ministradas na Famerp.
Serviço:
Inscrições: FAEPE, Fundação de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e à Extensão de Serviços à Comunidade da Famerp.
Informações pelos telefones: (17) 3201 5808 e 3201 5888.
É senso comum que todos devem discutir sexo nas escolas. Mas, às vezes o problema não está com os professores e sim com os próprios pais, que não conseguem ou têm medo de passar a informação aos seus filhos. "Por razões diversas, muitos pais abominam ver a escola falando sobre sexo com seus filhos justamente por ser algo que eles sequer comentam em casa. Infelizmente isso é uma realidade", constata Sonia. "Se não há abertura na escola e muito menos em casa, onde esses jovens vão aprender sobre sexo?", alerta.
Para a psicóloga Ana Márcia Sanches de Almeida Viana, o ensino da sexualidade fica muitas vezes limitado às aulas de biologia. Ela acredita que é preciso ir além. "Nessas aulas fala-se em Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e o uso da camisinha, mas é apenas a repetição do que está nos livros e nas embalagens dos produtos. Não há espaço para discussões", reconhece.
O resultado desse problema aparece nas estatísticas. Na última década o número de meninas grávidas, entre 11 e 14 anos, dobrou. Além disso, pouco mais da metade dos jovens realmente fazem da camisinha um item obrigatório. "Mais da metade dos infectados com o vírus HIV, no Brasil, têm menos de 24 anos. Isso mostra a necessidade latente de iniciar as discussões sobre sexo o quanto antes, sem pudores, na sala de aula", afirma Ana Márcia.
Sonia Daud concorda. Para ela é possível incrementar todas as disciplinas com o assunto "sexo". "O professor de matemática pode trabalhar com números de estatísticas de gravidez, por exemplo", recomenda.
Com a inclusão da orientação sexual como tema transversal curricular sugerido pelos parâmetros curriculares para se trabalhar nas escolas de ensino fundamental e médio, o Ministério da Educação resgata a importância da escola em tratar assuntos ligados à sexualidade e ao comportamento sexual. O que falta é ensinar aos jovens a selecionar bem as informações e capacitação aos educadores acerca do tema. "É preciso apoio dos pais e da escola para que o ensino funcione corretamente. Assim todos saem ganhando", diz Sonia.
Sexo é tema recorrente nas rodinhas de amigos. Se não bastasse a própria idade, cheia de descobertas por si só, temos muitas informações vindas da TV, da internet, revistas e filmes. "A mídia estimula a sexualidade precoce das crianças, por isso temos o dever de conversar com elas e tirar suas dúvidas à medida que isso estiver aflorando", afirma Ana Márcia. Devemos também evitar o preconceito de toda a espécie, banindo do vocabulário dos professores qualquer menção de que sexo é sujo ou pecaminoso. "Uma resposta mal dada pode fazer o jovem se sentir envergonhado e desistir de buscar informação correta", diz.
O governo mostrou em uma ação recente que precisamos evoluir muito ainda nesse assunto. Um projeto quer implantar máquinas que distribuem camisinhas nas escolas ainda em 2008. A iniciativa faz parte do programa Saúde e Prevenção nas Escolas, do Ministério da Saúde, e já criou polêmica entre pais, escolas e educadores. Sonia Daud e Ana Márcia acreditam que a iniciativa é correta, mas fazem uma ressalva. "Distribuir camisinhas abre a sociedade para o assunto, mas esse ato deve ser amparado por um projeto pedagógico adequado", dizem.
Pós-graduação
Em São José do Rio Preto o tema poderá ser melhor estudado e facilitar a vida de quem precisa falar sobre sexo. Especialistas desta área criaram um curso de especialização que responde às necessidades de vários públicos, como professores, médicos, psicólogos e até mesmo jornalistas que escrevem sobre sexualidade.
Com as inscrições abertas, o curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Sexualidade: Terapia Sexual e Orientação tem o objetivo de formar profissionais com instrumental teórico e técnico para o atendimento terapêutico, estudo e pesquisa com foco na sexualidade.
Voltado a todos os que possuem diploma universitário e lidam com o assunto, o curso tem duração de quatro semestres, com aulas aos sábados, e carga horária de 400 horas. Os docentes são doutores, mestres e especialistas em sexualidade humana. "Esse segmento de estudo é um dos mais crescentes e necessita de profissionais com embasamento correto do assunto", afirma Sonia Daud, uma das coordenadoras do curso. A previsão é de que as aulas comecem já no segundo semestre, sendo ministradas na Famerp.
Serviço:
Inscrições: FAEPE, Fundação de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e à Extensão de Serviços à Comunidade da Famerp.
Informações pelos telefones: (17) 3201 5808 e 3201 5888.
Sexualidade Feminina – de prazeres e problemas
Os problemas sexuais femininos são uma importante discussão nos últimos anos, após a fase da discussão dos problemas sexuais masculinos de ereção das décadas de 1980 e 1990.
Os psicólogos Fátima Protti e Oswaldo M. Rodrigues Jr. tem estudado a fundo questões sexuais nas últimas décadas e neste momento apresentam a produção de estudos realizados nos três anos anteriores sobre um tema exclusivo: o vaginismo. Um problema feminino que afeta de 2 a 6% da população de mulheres e que traz sofrimentos a elas. Um problema que precisa ser conhecido para não conduzir a maiores problemas.
Os autores apresentarão uma palestra sobre “Sexualidade Feminina – de prazeres e problemas” e após haverá uma sessão de autógrafos do livro “Vaginismo”, publicado pela Editora 24x7.
Onde:Constantine
Rua Gaivota, 1311, Moema – São Paulo
21 de junho de 2008
informações: (11) 3662-3139
Os psicólogos Fátima Protti e Oswaldo M. Rodrigues Jr. tem estudado a fundo questões sexuais nas últimas décadas e neste momento apresentam a produção de estudos realizados nos três anos anteriores sobre um tema exclusivo: o vaginismo. Um problema feminino que afeta de 2 a 6% da população de mulheres e que traz sofrimentos a elas. Um problema que precisa ser conhecido para não conduzir a maiores problemas.
Os autores apresentarão uma palestra sobre “Sexualidade Feminina – de prazeres e problemas” e após haverá uma sessão de autógrafos do livro “Vaginismo”, publicado pela Editora 24x7.
Onde:Constantine
Rua Gaivota, 1311, Moema – São Paulo
21 de junho de 2008
informações: (11) 3662-3139
terça-feira, 3 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Urogeriatria
Um Bom Dia para conversar sobre Urologia
04 de Junho de 2008
Local: The Royal Palm Plaza Hotel
Campinas-SP
Informações: (19) 3231-2811
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04 de Junho de 2008
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Informações: (19) 3231-2811
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