segunda-feira, 12 de março de 2012

Programação da II Jornada de Sexualidade da FAMERP

8h - 9h30min. - Conferência
Presidente: Profª. Dra. Maria Jaqueline C. Pinto (São José do Rio Preto/SP)

>> EDUCAÇÃO SEXUAL VIA MÍDIA: PARCERIA POSSÍVEL
Laura Muller (São Paulo/SP) - Psicóloga clínica, especialista em sexualidade e comunicadora social, sexóloga do programa Altas Horas, TV Globo

9h30min. 10h - Coffee break

10h - 12h - Mesa I: SEXUALIDADE FEMININA
Coordenadores: Dr. Luiz Rodrigues Simões Jr (São José do Rio Preto/SP) Profª. Sonia Daud (São José do Rio Preto/SP)

>> DISFUNÇÃO SEXUAL – ABORDAGEM E TRATAMENTO – 30'
Profª. Junia Dias de Lima (Rio de Janeiro/RJ) - Médica Ginecologista, Terapeuta Sexual (SBRASH)

>> MANEJO DA QUEIXA SEXUAL FEMININA - 30'
Profª. Ana Cristina Canosa Gonçalves (São Paulo/SP) - Psicóloga Clínica, Especialista em Educação e Terapia Sexual (SBRASH)

>> CASAL DISFUNCIONAL (Via Skype) – 30'
Prof. Gerson Lopes (Belo Horizonte/MG) - Médico sexólogo, responsável pelo Departamento de Medicina Sexual do Hospital Mater Dei/BH e ex-membro do Conselho Consultivo da Sociedade Latino-Americana de Medicina Sexual.

Plenária: 30'

12h - 14h - Intervalo

14h - 16h - Mesa II: SEXUALIDADE MASCULINA
Coordenadores: Profª. Sonia Daud (São José do Rio Preto/SP)
Profª. Carmen S. Fernandes (São José do Rio Preto/SP)

>> DIAGNÓSTICO E ABORDAGEM DO PACIENTE DISFUNCIONAL – 30'
Prof. Dr. Fernando Nestor Facio Júnior (São José do Rio Preto/SP) - Médico Urologista, Professor Adjunto da FAMERP

>> O ACOLHIMENTO DO PACIENTE DISFUNCIONAL NA TERAPIA – 30''
Laura Muller (São Paulo/SP) - Psicóloga clínica, especialista em sexualidade e comunicadora social, sexóloga do programa Altas Horas, TV Globo

>> COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR O HOMEM COM DAEM – 30'
Prof. Dr. Celso Gromatzky (São Paulo/SP) - (Vídeo conferência) - Doutor em Urologia pela Faculdade de Medicina da USP. Coordenador da Unidade de Medicina Sexual - Disciplina de Urologia – FMABC.

Plenária: 30'

16h - Encerramento

quinta-feira, 8 de março de 2012

Laura Muller, do ‘Altas Horas’, faz palestra em Rio Preto

São José do Rio Preto recebe, no dia 30 de março, a educadora sexual e psicóloga clínica Laura Muller para a palestra "A mulher contemporânea e sua sexualidade". O evento é uma parceria da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto - Acirp - e do Grupo de Pós-Graduação em Sexualidade da Famerp. Já no dia 31 a sexológa participa da II Jornada de Sexualidade que será realizada na Famerp.

Além da atuação clínica, Laura Muller também é comunicadora social. Por isso ela leva facilmente seu trabalho aos jornais e à TV - como atualmente nas participações do programa Altas Horas, de Serginho Groisman - e na coluna “Sexo sem Segredo” publicada diariamente no portal iG.

Laura também realiza palestras por todo o país sempre com grande público. Nas livrarias seu último lançamento é o livro "Altos papos sobre sexo - dos 12 aos 80 anos".

A palestra em Rio Preto acontece às 19h30 no Centro de Convenções da Acirp. O evento é destinado ao público de forma geral e os ingressos custam R$ 30. Os interessados devem entrar em contato pelo fone (17) 3033 0856 e reservar seu lugar, já que as vagas são limitadas.

Feliz Dia Internacional da Mulher

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sexualidade: ainda tem quem não fale dela

No mundo de hoje, moderno por excelência, a informação está por toda a parte. Mas algo que mexe com nossas vidas e que faz parte de nosso cotidiano, ainda é tabu: a sexualidade. Excetuando-se a banalidade que perpetua na internet e outras vias de comunicação, quando o assunto é sério muitos profissionais ainda relutam em abordar o tema. E pior: ainda há quem na área de saúde e/ou educação não esteja preparado para um encontro com a sexualidade.

Em geral os profissionais de saúde - e também os da educação - têm uma lacuna em seus currículos no que diz respeito a sexualidade. Na verdade o assunto sequer faz parte das grades curriculares do ensino superior, salvo raríssimas exceções.

Nas últimas décadas os profissionais de saúde viveram seus maiores desafios frente a sexualidade: a prevenção da AIDS e da gravidez não planejada, bem como a aquisição e/ou manutenção de uma saúde sexual. Mesmo assim, muitos profissionais ainda não se vêem preparados para receber a queixa sexual de seus pacientes, caminho comum nesse tipo de questão. Para a maioria das pessoas, falar de sexualidade remete imediatamente ao ato sexual e à reprodução. Mas a sexualidade é muito mais abrangente. Avanços vêm ocorrendo, abrindo espaço para discussão da “sexualidade humana”.

Pode-se dizer que, muitas vezes, a porta de entrada para as queixas sexuais de mulheres é o médico ginecologista. E isso vale para o homem também, pois a queixa masculina também é feita de forma indireta pela parceira. Porém o médico sem preparo adequado para abordar o tema não acolhe a queixa da paciente. A abordagem sexual pode e deve ser de interesse de várias áreas e, que cada profissional tenha a possibilidade de buscar conhecimentos para a sua atuação. Por isso buscar uma especialização que oferece uma abordagem necessária como da terapia sexual, ao profissional médico ou psicólogo, pode melhorar sobremaneira o manejo frente a queixa sexual crescente nos consultórios.

As dificuldades em lidar com a sexualidade têm afetado também muitos profissionais da área da educação. A educação sexual no Brasil tem sido discutida desde o início do século XX e ainda é foco de discussão, pois não foi assimilada no cotidiano das instituições como a escola e a família.

No curso de Pós-Graduação em Sexualidade da FAMERP nos deparamos com situações muito curiosas a respeito da sexualidade nas escolas. É comum o assunto fazer parte da realidade de crianças e adolescentes. Bastam ver as brincadeiras, as conversas no recreio, os rabiscos nas portas de banheiro e nas carteiras, o “ficar”... é uma realidade que não pode ser negada. A sexualidade nunca foi tão explicitada, estampada.

O ser humano é sexual e precisa trabalhar suas dificuldades. Porém, pais e educadores não estão preparados para lidar com o tema. Ou punem erroneamente, sem explicação, ou fingem que não viram ou ouviram a questão em sala de aula. "Até onde eu posso falar? Estou incentivando? Máquina de camisinha?". Faz-se necessário um preparo adequado para acolher estas questões, já que em sua formação, independente do curso, não recebe a oportunidade deste estudo. No contexto escolar encontra-se um espaço favorável para abordar a temática com os alunos, erradicando mitos e tabus impostos pela sociedade e pouco discutidos no âmbito familiar.

É emergente a necessidade da abertura de espaços para que se discuta a sexualidade sem medos, pois é algo do qual não se pode omitir. A especialização na área é importante para que profissionais recebam instrumentos que os capacitem frente ao desafio de educar sexualmente.

* Drª Jaqueline Pinto é coordenadora do curso de pós-graduação em sexualidade da Famerp

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012